quinta-feira, 4 de junho de 2009

Grade Curricular do Curso de Arquivologia da Universidade Estadual de Londrina

Favor dar um comentada a respeito...

(1º Semestre)


Fundamentos da Ciência da Inf. e Arquivística
Sociologia e Informação
Introdução à Administração A
Normalização
Documentária Aplicada
Instituições de Direito Público e Privado
Espanhol
Instrumental


(2º Semestre)

Introdução ao Estudo da História
Direito Notarial A
Elementos de Lógica
Aplicados à Arquivologia
Organização e Métodos
Inglês
Instrumental
Preservação e Restauração de Documentos


(3º Semestre)

Arquivo, Patrimônio e Memória
Arquivos e Cultura Brasileira
Fundamentos de Semiologia e Semiótica
Informática Aplicada à Gestão Documental I
Fundamentos da Classificação A

(4º Semestre)

Análise Documentária I
Diplomática Contemporânea A
Gestão Documental I A
Instituições de Contabilidade e Auditoria Empresarial
Informática Aplicada à Gestão Documental II
Comunicação e Difusão em Arquivos



(5º Semestre)

Arquivos Permanentes
Ética Profissional
Arquivística
Análise Documentária II
Paleografia
Estatística Aplicada
História Administrativa do Brasil


(6º Semestre)


Métodos e Técnicas da Pesquisa
Estudo de Uso e Usuário de Arquivos
Teoria da História
Gestão de Arquivos
História e Acervos Documentais
Gestão Documental II

(7º Semestre)


Políticas de Informação em Ciência da Informação
Estágio Supervisionado I
Trabalho de Conclusão de Curso I


(8º Semestre)

Estágio Supervisionado II
Trabalho de Conclusão de Curso II


Optativas

Registros Orais: Métodos e Técnicas
Patrimônio e Acervos Brasileiros
Historiografia Contemporânea e Análise de Documentos
Memória Organizacional e História Empresarial
Arquivos Especializados
Cibercultura
Restauração de Documentos
Política de Financiamento a Projetos Institucionais
Governança
Documentação e o Terceiro Setor

Opinião pessoal: o currículo "deles" dá um verdadeiro "banho" no nosso. Visualizo que temos que melhorar e muito. Estamos na pré-história.

A RESPEITO DE ARQUIVISTAS E ANTI-HERÓIS

Às vezes uma grande obra pode surgir de algo aparentemente despretensioso e desinteressante. Esse é o caso do filme “American Esplendor”, adaptação da HQ de mesmo nome, chamado no Brasil de “Anti-herói Americano”.
Pra quem acha que o filme não pode ser bom ou sério por ser proveniente da mídia em quadrinhos, aqui vai um resumo básico e raso da história.
O arquivista de um hospital, Harvey Pekar, após conhecer um futuro grande artista das HQs independentes chamado Robert Crumb (autor de “Fritz, The Cat”), decide escrever roteiros para quadrinhos inspirados em suas desventuras diárias, tanto no emprego quanto na sua conturbada relação com amigos e com sua esposa. O retrato que ele faz é tão simples quanto envolvente, e
torna-se impossível não se identificar com o cara que faz críticas de discos de jazz nas horas vagas, e trabalha num arquivo (especialmente pra quem cursa Arquivologia).
Pra falar a verdade, só essa inusitada combinação de “história de um profissional de arquivos, que escreve roteiros de HQs underground” é por si só motivo suficiente pra assistir o longa-metragem, mas não é apenas por isso que eu o recomendo. Trata-se de um olhar mais humano vindo de alguém que trilha a mesma carreira que muitos de nós vão seguir, através de um ótica menos fantasiosa e mais crível sobre a vida de um profissional da área, mesmo que o longa-metragem não seja especificamente sobre isso. Ainda que em um curso tão tradicional muitas vezes se espere que aceitemos as coisas sem questionar, é inegável que nem todos vislumbram um futuro profissional tão glamouroso quanto o discurso padrão de alguns professores insiste em relatar.
E se isso já é prato cheio pra discussão, a narrativa consegue ir ainda mais longe, mostrando o verdadeiro Harvey em cena, e levando o real a se confundir com o personagem, questionando inclusive sua própria existência. Seria o autor dos roteiros na verdade o personagem desenhado nas páginas das revistas que escreve? Falando assim pode até parecer muito complicado, porém assistindo o filme fica claro até demais.
Aliás, obviamente não foram à toa os prêmios no Festival de Cannes e no Oscar.
A vida rotineira é complexa, afirma Harvey, e talvez pareça que a vida dele é realmente mais estranha e excêntrica que a do resto de nós, mas, será mesmo?
A diferença da realidade retratada na tela em relação à nossa está no modo como ele consegue ver o próprio dia-a-dia, atribuindo valor e um humor ácido e peculiar ao que há de frustrante em seu cotidiano.
Na verdade, a vida de todo mundo poderia virar um bom roteiro.
E mesmo que nem todos nós venhamos a nos tornar arquivistas, com certeza somos todos anti-heróis.